sábado, 19 de junho de 2010

Bem longe de ser do Primeiro Mundo

Logo de manhã já é possível encontrar a hipocrisia que o discurso de muita gente na mídia mostra. Lá pelas 6 horas da matina já é muito evidente os problemas que encontramos no transporte público.
Já vi e ouvi muita gente expondo sua felicidade por morar em uma cidade onde o transporte coletivo é de 1º mundo, que a qualidade é ótima e as condições de acesso estão cada vez mais facilitadas.
Mas, o que considero mais distorcido é o fato de nunca encontrar essas pessoas nos horários de pique dentro de tubos, terminais e outros pontos de espera de ônibus. As pessoas que vejo, são aquelas pessoas cansadas, não só cansadas de tanto trabalhar durante o dia, mas também cansadas de ouvir sempre a mesma coisa e não notar melhorias.
É também evidente que somente aquelas pessoas que sofrem o processo é que sabem quais os defeitos que se encontram diariamente. É como quando existem aquelas reuniões dentro dos setores de uma determinada empresa e o seu encarregado vai tentar mostrar ao chefe os problemas existentes na linha de produção, sem ao menos nunca ter executado o trabalho e sem saber, realmente, onde são necessários os ajustes.
Então, como é que alguém que anda de carro novo, vai e vem pela cidade sem dificuldade pode saber o que é ou não um transporte de qualidade?
Certamente, se questionarmos aquelas pessoas que necessitam do transporte coletivo todos os dias, nos horários onde existem mais pessoas, elas vão mostrar indignação quando ouve algum “dono da URBS” falando que o serviço está melhorando cada vez mais e é considerado de primeira qualidade. Mas não é. Quem vai em pé, apertado, sem nenhum tipo de conforto, e além de tudo, precisa esperar 30 ou 40 minutos até chegar o ônibus, sabe muito bem que tudo isso não passa de um discurso fraco e mentiroso. O transporte coletivo não é bom, não é satisfatório e está muito longe de ser algo de primeira qualidade.
Sem mencionar também o valor da tarifa. Agora, com chances de aumentar, deixam as pessoas ainda mais indignadas. Usam sempre a mesma desculpa, que a passagem no domingo é mais barata, mas para compensar, aumentam a tarifa dos outros dias da semana, e o serviço prestado continua o mesmo.
E com todos esses problemas, fazendo parte das pessoas que utilizam esse meio de transporte, fico aqui me perguntando, se isso é mesmo transporte coletivo de 1º mundo, como é que são os de 3º mundo? Quais são as condições de transportes inferiores? E qual o discurso dos donos desses transportes e se eles admitem a má qualidade do serviço.
Isso eu não sei. Só sei que quando encontrar uma pessoa que elogia o sistema todo e estiver andando de carro eu vou mesmo é pedir uma carona.

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