terça-feira, 24 de agosto de 2010

Insegurança



Fecho os olhos, sinto o vento, sinto o doce vento.
Eu preciso sentir mais. Preciso ir além do que as palavras dizem...
Preciso aprender que as vezes minhas pernas podem caminhar sozinhas, e vou ter que aprender a crescer e andar... Ir, seguir minha estrada, com minhas próprias pernas.
Preciso colocar na cabeça que uma hora ou outra eu simplesmente terei de fechar os meus olhos e sentir...
E mesmo que bater uma pontinha de solidão, bem pequenininha, brotando lá no fundo, eu vou conseguir seguir adiante, pois, afinal, eu preciso seguir...
E quando eu finalmente aprendi a caminhar com minhas próprias pernas, escolhi um novo caminho e hoje tenho que reaprender tudo outra vez, mas com um significado diferente.
As vezes tenho a leve impressão de que preciso me apegar mais comigo, me preocupar mais comigo e ser feliz comigo mesma. Ocupar minha mente com coisas que me satisfaçam e me deixem feliz, mesmo que o tempo demore pra passar.
Feche seus olhos para o mundo e veja o que há dentro de você. É isso mesmo?
A verdade é que nem sempre consigo ser uma pessoa segura, confiante e me sinto estranha por isso, mas não irreal. Insegurança... Sim, pura insegurança...
Mas estou bem, porque aqui posso ser sincera.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quando os olhos não veem e o coração sente.

Esses dias tive uma aula de filosofia e meu professor teve a feliz ideia (sem ironia, sério) de passar um documentário muito bacana: A janela da alma.
Adorei.
Gostei muito do documentário, porque além da crítica que ele propõe existe também uma sensibilidade muito grande e me fez pensar.
Trata-se de histórias de pessoas que veem a vida com outros olhos... Não quero detalhar porque se você ainda não viu, é uma boa correr atrás e assistir também.
Mas, esse documentário me fez pensar em muitas coisas, e entre elas, o fato de como eu vejo a vida, as pessoas, os sentimentos, e tudo mais.
Nem sempre dou valor para as coisas que me cercam, nem sempre quero me preocupar com tudo. As vezes paro pra lembrar da "pequena Aline", que sorria ao ver algo novo, que vivia curiosa e cheia de vontade de aprender e ver a vida com outros olhos.
Hoje, mesmo cheia de sonhos e vida, tenho um pouco de preguiça de fechar os olhos e ver a vida com o coração. Acho meio dificil acreditar nas pessoas, sentir que elas estão sendo verdadeiras, sei lá. Não é todo mundo que me convence, e nem é por maldade que eu venho pensando assim.
Durante o documentário, um entrevistado fala assim: "Para conhecer as coisas é preciso dar a volta"...
É preciso tentar ver com os outros olhos. É preciso ir além da aparência, ir além das influências, ir além da primeira impressão, porque, ela não precisa ser exatamente a que fica em nossas mentes, precisa?
As vezes, é preciso topar com alguma dificuldade para, finalmente, conseguir ver outra maneira, outra saída.
Me pergunto porque é que eu me conformo as vezes e não dou a volta pra conhecer melhor.
A gente só se surpreende e para pra prestar atenção naquelas coisas grandiosas, inusitadas, que viram notícia e morrem no dia seguinte. Mas as pequenas coisas, a gente não olha mais, não admira mais e aposentamo-as no fundo de uma gaveta qualquer, ou simplesmente deixamos de lado..."Temos tudo em excesso. (...) E as histórias simples nós nao vemos mais." (outra citação durante o documentário)
Li um livro uma vez, sobre filosofia mesmo, que falava sobre como nós somos acostumados com a vida, por isso as vezes não somos felizes com nada.
O autor chamou a atenção para a felicidade de uma criança quando vê um cachorro, o seu entusiasmo. A criança acabou de chegar à vida, tudo pra ela é novo, e ela nem se espanta quando se pega dizendo: "olha um au-au".
Mas nós não. Nós achamos ridículo quando um adulto admira a cidade, os prédios, o formato das árvores... Porque na verdade, esquecemos de como é tapar os olhos e ver com o coração. Estamos cansados demais, ocupados demais...
Apenas as pessoas que não veem a cor e os detalhes das folhas de uma árvore é que sabem, que quando os olhos não veem o coração sente, o coração vê, e vê além do que os olhos podem enxergar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

De volta pra casa.


Me perco de novo, outra vez.
Me pego pensando, refletindo, chorando, querendo sair correndo daqui... Para algum lugar, mas que lugar?
Me pego feliz, pensando na vida, fazendo alguns planos, querendo viver tudo logo de uma vez...
As vezes me sinto sozinha, perdida no espaço de quatro paredes.
Me sinto feliz por poder correr... Correr e ir para bem longe... E depois, correr de volta pra casa, cheia de saudade e com uma carta no bolso da blusa.
Com um abraço, é capaz de me fazer voar distante, pra longe das quatro paredes, pra dentro de mim, pra dentro de você...
Com um abraço, me faz chorar, sentir mais saudades, querer te ver outra vez.
Com um abraço, me faz transbordar de alegria, me faz sentir VIVA e cheia, cheia, cheia de amor, até a tampa.
Me apaixona. Me faz querer rir, cantar uma canção, fazer uma cóssega e dormir.
Consegue me fazer pensar que eu queria que as horas voassem, passassem logo de uma vez e me fizessem te encontrar e parar no tempo.
Relógio ingrato! Estaciona quando quero que trabalhe e trabalha, com fervor e pressa, quando eu só quero mais 5 minutos...
Me encontro de novo, outra vez.
Já nem penso, nem reflito e nem quero mais chorar... quero ficar aqui, nesse mesmo lugar.
E toda vez que eu, finalmente, encontro o meu lugar, já é hora de ir de volta pra casa...
E eu te amo cada dia mais. E mesmo que eu vá pra casa no fim do dia, meu pensamento não vai comigo, fica ao seu lado, cuidando de tudo, até eu te encontrar de novo ♥

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A escolha certa.


As vezes me pego pensando nas coisas que a vida me proporcionou, nas escolhas que fiz, nas coisas que tenho e como isso tudo é culpa minha.
Sabe aquelas velhas fotos que mostram um caminho e em um determinado momento as pessoas deparam-se com dois caminhos diferentes? Se deparam com uma escolha, um rumo diferente? Ou é esse ou aquele, não dá pra ser meio termo.
E então, você escolhe! Você decide ir para um lado e pagar pra ver o que aquele caminho irá te proporcionar, se depois de algum tempo, vai ter sido mesmo a decisão que te faria mais feliz.
Muitas pessoas já escolheram. Mas, depois de andar algum tempo, perceberam que naquela estrada não tinha coisas que lhe faziam plenamente felizes... e tentaram voltar atrás. Não sei se é possível voltar atrás em alguma coisa, se é possível refazer a estrada, talvez sim, mas certamente não seria da mesma forma que seria antes... No mínimo a gente caiu em si, sofreu um pouco e percebeu que a flecha que apontava pro outro caminho, talvez, seria a mesma que te apontasse para a sua felicidade. Mas uma coisa é certa, como já dizia Cazuza, o tempo não para.
O tempo não volta, não volta mesmo.
Já fiz muitas escolhas. Já tomei muitas decisões e em meio a tantas coisas para escolher, escolhi o meu caminho e fui em frente.
Hoje estou feliz. Feliz de verdade. Porque sei que para alcançar grandes coisas, teremos difíceis tarefas e entre elas, a de escolher um caminho e seguir...
Hoje sigo meu caminho, sem olhar pra trás. Sem pensar no que eu poderia ter se tivesse ido pro outro lado. Continuarei seguindo, torcendo, e batalhando para continuar sentindo que fiz mesmo a escolha certa.