segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E é por isso que eu sorrio.
Porque quando coloco para fora, jogo no mundo toda a alegria que eu tenho em estar viva, me sinto imensamente feliz. Sorrio porque minha vida é cheia de montanhas espinhosas... Mas até hoje eu não fiquei sem escalar alguma delas. E não importa o quão gigantes serão os meus espinhos... Eu me alegrarei pelo perfume das flores, com sua doce beleza, doce forma de existir...
Fico feliz por acordar de um sonho ruim, me alivio em saber que posso construir uma realidade diferente... Que eu posso correr, gritar, pular e experimentar profundamente a sensação de estar viva.
Eu posso amar. Posso dizer às pessoas o quanto elas são especiais... E posso correr para os seus braços quando eu cair.
Posso fugir para dentro de mim quando tudo lá fora estiver complicado demais. E vou estar bem.
E mesmo que eu desanime, que eu caia, esteja sozinha... no fim das contas vou acabar sorrindo...
 Vou continuar sorrindo...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

2 anitos!

2 anos de blog!

Estou muito feliz por estar firme e forte no meu blog, guardando aqui tudo o que eu sinto.



Divido com pessoas que nunca vi coisas muitos importantes para mim. Talvez seja o tipo de blog que as pessoas já não procuram mais... Mas é o tipo de instrumento que uso para colocar pra fora as coisas que fazem parte de mim e da minha vida.
Estava pensando no que escreveria em um post de dois anos do meu blog. Talvez pudesse relembrar os posts que eu mais gostei de escrever... Ou planejar coisas para o que ainda está por vir...
Mas acabei opitando por apenas dizer que é uma coisa legal fazer esse tempo que estou escrevendo... Pois é exatamente o tempo que eu tinha algo para escrever, para expressar... Não forcei nada e nem digitei tudo por obrigação. É algo que eu gosto, que me identifico.
É muito bom estar aqui, dedicando tempo para continuar algo que me faz tão bem!



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu estava lendo um livro que já tinha lido antes, há alguns anos atrás...
E quando terminei de ler, me senti muito triste, com um toque de vazio e solidão.
Resolvi ler o livro novamente, na esperança de entender porque me senti daquela maneira...
Terminei de lê-lo agora e já consigo me lembrar a razão das emoções que eu senti.
O livro é encantador e me encontro nas palavras soltas nas páginas.
Como se os sentimentos ali descritos, fossem os meus sentimentos. Como se o sorriso fosse meu,
o carinho fosse meu, a curiosidade fosse minha e a perda tivesse sido retirada de mim.
Sempre me pego pensando o quanto eu queria ser criança, o resto da minha vida. O quanto eu queria brincar e ver a vida com a singela beleza que ela tem.
Como eu queria não me preocupar com o tempo e parar para dar bom dia aos pássaros...
Como diz meu pequeno, e doce, príncipe, "O que é importante a gente não vê..."
Queria ser como esse principezinho que protege carinhosamente sua pequena flor. Que a aceita como ela é, tendo sua beleza e seu orgulho... e sendo pura de coração.
Certamente a sinceridade desse livro me comove. Em um mundo cheio de relógios, me desapego a cativar-me com as coisas que rapidamente passam pela janela. E como o pequenino, precisei aprender o significado da palavra "cativar".
E aprendi. E acho que aprendi.
Confesso ter morrido de vontade de entrar nas páginas e pedir para o principezinho ficar ao  meu lado, por ser responsável por aquilo que cativas, agora és responsável por mim.
Mas eu não pude. Longe dali, sua bela flor o esperava, ansiosa aposto, e ele tinha que voltar.
Essas últimas frases do livro me tocam profundamente e quero deixá-las gravadas aqui, num toque de amor:

"


Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste. É a
mesma da página precedente. Mas desenhei-a de novo para mostrá-la bem. Foi aqui que o
principezinho apareceu na terra, e desapareceu depois.
Olhem atentamente esta paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se
viajarem um dia na África, através do deserto.
E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que
esperem um pouco bem debaixo da estrela ! Se então um menino vem ao encontro de
vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão
quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste; escrevam-me depressa que ele
voltou... " (O Pequeno Príncipe, Antoine De Saint-Exupéry)
 
Esse livro me toca. Me toca como um sorriso, uma lágrima...
Mas toda vez que ele me tocar como a saudade, já sei onde encontrar a criança em mim e o sorriso do pequenino príncipe...