segunda-feira, 30 de maio de 2011

Eu não sei o que fazer, se você for, embora, se você for... Eu, só quero entender, se você for, agora, se você for...

E não importa o que eu faça... Aquele ano novo nunca mais vai voltar. Nunca mais vai ter nada igual.
Aquela música jamais terá o mesmo sentido e eu nunca mais vou me sentir daquele jeito de novo.
Acho que uma das coisas mais complicadas é perceber que as coisas mudaram... Que você acordou e tudo está diferente.
Difícil é perceber que as fotos mostram momentos que não voltam nunca mais... Os sentimentos não serão mais os mesmos, e eu nunca mais vou chorar daquela maneira.
É estranho sentir que as coisas mudaram... Estranho saber que, por mais que eu corra, meus cabelos não vão mais voar daquele jeitinho e eu não vou mais me sentir livre... Pelo menos como eu me senti.
Meu sorriso pode ser sincero, mas aquela sensação de estar de mão dada não existe mais... E não importa o quanto eu sinta medo, aquela sensação de estar bem, da maneira que fosse, já se foi e não volta.
Eu me sinto vazia agora.
E não há palavra que consiga me preencher... As fotos não me fazem sentir melhor.
Acredito que um dos grandes desafios da vida é perceber que fazemos escolhas... Mas as pessoas também fazem e vão embora pra onde elas acham que é melhor.
E temos que caminhar, não adianta olhar pra trás, você não vai poder voltar nos seus 15 anos para pegar tudo o que era bom.
Eu apenas queria que nada tivesse mudado... Queria que a gente nunca tivesse precisado crescer... E estávamos felizes... "Nada mais importa agora".
E eu não quero me sentir perdida... Não estou perdida.
Apenas vou me sentir assim enquanto é pra sentir e depois vou continuar caminhando... Nem que seja sozinha!

"É uma maldita noite fria

Tentando entender essa vida
Você não vai me pegar pela mão?

Leve-me a algum lugar novo
Eu não sei quem você é
Mas eu estou com você ..."

Eu estou com você

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Som

Ela simplesmente se sentia bem... E enquanto a música tocava, ela sorria livremente, sem medo de parecer boba.
E aquela batida a fazia feliz... Ela não aguentava mais fingir... Queria dançar, se libertar e fazer tudo aquilo que a fazia bem.
Ela pulava feito criança pela pista, as luzes piscavam no ritmo, no ritmo da música... E a música ia... No ritmo.. No ritmo do seu coração feliz. E não importavam quantas pessoas paravam para vê-la "ficar louca", ela simplesmente dançava, com seus olhos fechados para o mundo e voltado para dentro de si.
E a música fluía de uma maneira incrivelmente boa, e não existia sentimento de censura, sem medo de ser realmente quem ela é.
Ela só queria pular, pular e ser, apenas, a pequena garota que estava crescendo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Décimo nono

Com o passar dos anos percebi que, depois dos treze, eu nem fazia mais questão que todo mundo soubesse. Não por arrogância, mas por vergonha de ser "o centro das atenções".
E, cá entre nós aqui no cantinho da sala, nunca fui o centro das atenções, só na minha cabecinha de criança.
E confesso que nunca esperei por presentes... Queria mesmo é que lembrassem, e isso bastava pra eu dormir feliz.
Quando fiz 15, caramba... 15 anos!!! Fiquei toda feliz porque eu estava vivendo uma fase boa, de alegria, de descobertas... Meu diário de 15 anos ta lá, guardando meus "segredos" no fundo da gaveta.
Depois 16... correria, correria, correria...
No meio de tanta bagunça e matemática, encontrei alguém ♥ (Gatinho por sinal)
Aí veio os 17, com beijos e abraços...
Correria, correria...
Depois, os 18! Aí é um choque né? 18 anos é o terror. Você nao sabe se chora ou se ri. Pelo menos foi assim comigo.
E hoje, no Décimo Nono, aqui estou... Com medo dos 20 e com saudade dos 15.
Ainda não sei o que fazer 19 anos significa, mas, sem dúvidas, assusta um bucado.
E pra fechar, lá vai minha foto pra lembrar do dia :

terça-feira, 10 de maio de 2011

Doces sonhos

Sapatilha no pé.
Na cabeça um sonho. Uma segurança tão grande, que não dava pra duvidar.
E não adiantava me dizer que aquilo era besteira. E não adiantava me olhar torto e dizer que a vida não era um conto de fadas. Eu sempre acreditava que, no fundo do meu pequeno ser, tinha uma grande e doce menina. Menina de sonhos, na ponta dos pés.
Conforme o tempo foi passando, escolhi outros caminhos. Não mais fácil e nem menos complicado.
Sempre me pego sonhando. Sonhando com aquela alegria... Sonhando com aquele sorriso.
Sempre me pego sonhando em me encontrar em algum lugar... Me encontrar em algum lugar.
E não importa o quanto o tempo tem passado... Não penso em desistir do que está dentro de mim.
De certa forma, meus sonhos continuaram brotando.
Hoje sonho com outras coisas. Sinto muito em sentir que as vezes desanimo. Sinto muito.
Mas desistir deles é algo que eu nunca consegui... Como se levantar todas as manhãs fosse um peso, se eu estivesse acordando por acordar, estudando por estudar, trabalhando por trabalhar. Só que não estou.
Mas, realmente, desistir deles é algo que eu nunca consegui... É como se a vida realmente fosse um pedaço de nada se você não se olhar, sentir uma pura felicidade e for, ao menos dentro dos seus sinceros sonhos de criança, uma doce bailarina.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não que eu estivesse presa, mas eu estava segura e firme. E sempre andava com os passos cautelosos, pra cuidar onde pisar, o que falar, o que sentir.
Eu andava nos trilhos de maneira correta... Seguia em frente, mas eu não estava presa, talvez não totalmente.
Mas eu cuidei de tudo o que eu pensei. Cuidei pra não machucar e não sentir fraqueza.
Me segurei firme quando eu achei que tinha onde me segurar... O vento me levou e acabei percebendo que  por mais que eu me segurasse, meus passos caminhavam sozinhos, no sentido que eu achava ser o melhor.
E realmente não acho que eu estava presa... Mas agora que me deparei com um pouco mais de liberdade, simplesmente não sei o que fazer com ela.
E confesso que fico aflita, procurando um olhar pra me apoiar... Procurando uma mão pra me segurar...
Agora que estou solta, eu não sei voar sozinha...

"- Você precisa amadurecer."


No fundo mesmo eu queria a mão dada e a aparente certeza que eu não vou ter a liberdade que eu não quero.
Isso pode até parecer absurdo... Mas realmente é o que eu sinto.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Oportunidades

As vezes eu não sei se oportunidade é a gente quem cria ou ela cai do céu. Não sei dizer se a gente tem total controle sobre as coisas que a gente faz, ou talvez, sobre as coisas que acontecem. É como dizem: "Você tem a vida que quer ter". Sinceramente não sei se isso é realmente verdade.
Tem gente que batalha e consegue tudo o que quer.
Tem gente que dorme e consegue tudo que quer.
Tem gente que luta, luta, luta e continua na mesma situação, triste.
Então eu não sei. Não sei se a gente é que acontece, ou o mundo acontece sozinho e a gente só participa.
É claro que não dá pra sentar e dormir o tempo todo enquanto o mundo gira. É preciso levantar e seguir em frente, mesmo que pareça que estamos em uma esteira... correndo, correndo, sem sair do lugar.
Digo isso porque já passei por momento onde todo o meu esforço parecia nada. Onde eu me dedicava e não via resultado algum. Formiga sozinha, sabe?
E também passei por momentos onde os resultados eram claros, as oportunidades surgiam e eu simplesmente aproveitava tudo que aparecia, de uma maneira muito bacana.
No fim das contas acabo chegando à conclusão que parar na frente do trem é arriscado demais.
Caindo do céu ou não, as oportunidades estão aí para serem aproveitadas... 
Difícil é ficar dormindo enquanto a vida te dá uma chance de se superar.
E tem quem procura seu trevinho enquanto as pessoas fazem acontecer.
Foto: Aline Lima