quinta-feira, 30 de junho de 2011

É como...

Como um doce sentimento que se quebra.
Como um raro movimento que não se repete...
Como o rio que vai embora e não precisa de empurrão.
É coisa simples que flui, sem medo de parecer errada, sem desejo de acontecer mais tarde.
Certas coisas não precisam ser coladas depois que elas vão ao chão e se separam, em pequenos pedacinhos. Não precisam de amparo, não precisam de aconchego.
É como o amor que um dia vem com força de avalanche! E um dia vai embora com um porta que se fecha e uma chave jogada em um canto gaveta.
É o momento que se foi, só porque você piscou! É o vento que soprou e levou pra longe aquela última folha da primavera.
É como a estrada que te leva, pra outros rumos, outros caminhos. É a mão que te guia. É a ideia que te acompanha e te abre a cabeça.


Foto: Aline Lima

terça-feira, 28 de junho de 2011

"Estou voltando para o começo..."

Me pego pensando que, quando eu parar para pensar de novo, toda e qualquer situação já vai ter se transformado. E não importa o que eu faça, uma fotografia sempre vai mostrar o que eu já não tenho mais. Sim, o momento que não é mais meu... Posso até guardá-lo na memória, e pensar nele um pouquinho todos os dias para que ele não perca o brilho e eu o esqueça... Mas no fundo sei que já não o tenho mais. (17:17)
E aquele momento feliz, de cumplicidade não declarada, já passou e ficou pra trás. Nem em um pedaço de papel ele está, eu não o guardei.
Aquele sentimento doído e imenso já não é tão grande que não possa passar pela porta. Tanto é que ele se foi, enquanto eu dormia talvez... Enquanto eu pensava que ele estava ali, ele partiu de mim. E não sinto saudade. Mas ele se foi, e minhas lembranças jamais vão ser iguais a sensação de ter esse sentimento ao meu lado.
No começo pensei que seria o tempo todo. Hoje, no começo de novo, sei que se foi e não volta.
E esse é o momento de se preparar para sentir de novo? Com menos sofrimento e mais sabedoria? Com menos entusiasmo e mais "pé no chão"?
Me pego pensando que, quando eu parar para pensar de novo, toda e qualquer situação já vai ter se transformado...
É estranho ter que se acostumar que tudo é inconstantemente real. E não importa se você segura forte com as mãos... Uma hora você precisa abrí-las e empurrar a porta... Abrir os olhos e ver que, assim como as folhas caindo de novo no próximo outono, tudo volta ao começo.




"Vim te encontrar, te dizer que eu sinto muito
Você não sabe quão adorável você é
Eu tive que encontrar você, te dizer que eu preciso de você
E te dizer que eu te deixei de lado
Me conte seus segredos e me pergunte suas dúvidas
Oh, vamos voltar para o começo" 
(The Scientist)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

É como você dar a mão a um amigo e brincar de roda!
Claro, passou, não volta mais seu modo simples de viver. E não adianta achar que você não é feliz! Você é feliz, mas sua felicidade mudou o parâmetro de busca.
Quando você é criança, uma roda gigante é a coisa mais emocionante, alucinante, interessante do mundo! Hoje quase não passa de um ferro velho, cheio de perigo. Mas não quer dizer que ela parou de girar... Não quer dizer que ela perdeu a graça... Simplesmente você cresceu!

E agora você pode ver o mundo de outro jeito...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lâmpada do gênio - Gênio da Lâmpada

Esses dias fiz uma pergunta em um site de relacionamento:

"Se você encontrasse a lâmpada mágica e de dentro dela saísse um gênio que não fosse lhe conceder um pedido, pelo contrário, você teria de dar algo para ele. O que você daria?"
Algumas pessoas não responderam e me disseram que não sabiam o que dizer.
Outras me responderam : "Daria minha gripe pra ele".
Mas, todos aqueles que me responderam me fizeram parar pra pensar...
Nenhuma das pessoas disse que daria uma casa pro gênio, um carro novo, uma fazenda, saúde, felicidade...
Todos dariam coisas pequenas, insignificantes, coisas das quais seria fácil se desfazer, coisas que eles não gostariam de ganhar...
Então fiquei pensando como o ser humano em si é egoísta.
Todos querem receber coisas grandes, preciosas, de valor... Mas todos querem dar coisas que não fazem diferença nenhuma.
Já parou pra pensar como nós somos? Queremos sempre o melhor das pessoas, mas nao estamos dispostos a oferecer o melhor.
Queremos que as pessoas possam doar coisas grandes, mas queremos dar, no máximo, coisas pequenas. Estamos dispostos a abrir a mão para receber, mas não para dar.
E disso tudo, o que eu senti, foi vergonha. Porque eu também sou assim.
Queremos demais... Mas não estamos dispostos a doar... Ou melhor, a doar coisas boas... Pois se fosse possível doar problemas, certamente as pessoas doariam.
Infelizmente doariam!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Esquecer...

E se eu acordar em uma bela manhã, mas não estiver feliz?
E se eu sentir vontade de ir embora?
E se minha cabeça estiver cheia de coisas que não me fazem bem?
E se, eu simplemente, estiver cansada de tudo?
Talvez eu não tenha o direito de desanimar, pelo menos uma vez.
...Talvez as pessoas nos decepcionam hoje e você precisa fingir que não viu, não ouviu, ou que aquilo realmente não abala o seu senso de humor.
E estou cansada! De tudo.

 
"Lágrimas e chuva

Molham o vidro da janela

Mas ninguém me vê

O mundo é muito injusto

Eu dou plantão nos meus problemas

Que eu quero esquecer"
(Lágrimas e chuva)