quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Em amor, não há último adeus, senão aquele que se não diz."

E então, se foi.

Quando percebi, já não tinha mais a sensação de estar ali, ao seu lado.
Se foi como a onda se afasta da areia. Se foi como a folha seca, levada pelo vento frio, vai embora pela estrada.

E foi rápido demais. Eu não pude dizer adeus... Eu não pude pedir que ficasse.
Se foi como a abelha que leva o pólen das flores.
E eu não disse adeus.

Quando dei por mim, já caminhava sozinha... Não caí, não chorei, não te disse adeus.
Se foi como as palavras se desfazem quando se joga uma linda carta ao fogo.
O tempo passou, as pessoas se foram, o inverno chegou outra vez.
Cada um foi para o lado que achava ser o mais feliz. Hoje restam apenas fotos com sorrisos que dão saudade. Mas que não dizem adeus.


É como sentar sozinha e ver o pôr do sol morrer a cada minuto. É escrever uma poesia e jamais lê-la... Deixar ela lá no fundo da gaveta, com o adeus guardado.

Sinceramente eu sinto tanta saudade do que já se foi, que não consigo pensar no agora. Não consigo pensar que tudo não passou de um momento ruim e tudo será como antes...
No fundo, no fundo, acabei entendendo que nós não diríamos adeus, e sempre sentimos que isso ia doer demais com palavras...

Apenas soltamos as mãos...

E Hoje? Hoje seguimos nossos próprios caminhos...
Com a estranha sensação de que tudo mudou, e que aquele sentimento se foi...

E não volta mais...


Texto: Aline Lima
Ilustração: Rafael Nagai. (www.nihonjin.com.br/blog)

A frase do título é de Alexandre Dumas

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais uma vez

Sinto que as vezes não importa o que eu sinta... Você me faz sentir mais.
E por mais que eu tenha tido uma péssima noite de sono, você sempre está lá com o mais lindo bom dia.
E quando tudo está errado, o seu silêncio vem me fazer sentir mais forte. Ou sinto vontade de sumir, ou de correr... correr para os seus braços.
Suas fotos me fazem sentir a saudade mais gostosa do mundo.... Que é aquela que se pode matar, jogar fora.
E quando estou com medo, trago à memória aquela cena: uma rede, um campo, uma música, um amor pra vida toda.
Ao seu lado me sinto incompletamente completa. É como se colocasse a última peça do quebra-cabeça quando te vejo, mas a tirasse de volta toda vez que vou para casa...
E quero que isso dure para sempre. Onde ninguém pode ver, ninguém pode levar embora. E mesmo que se quebre, eu sinto que te tenho de novo.


De novo, mais uma vez... Te tenho mais uma vez.



Texto: Aline Lima
Ilustração: Rafael Nagai. www.nihonjin.com.br/blog

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"E eu vou lembrar..." Agora ilustrado!!! \o/


Esse é o primeiro trabalho de um projeto que vou começar aqui no blog. O ilustrador Rafael Nagai ilustrou meu texto "E eu vou lembrar", que já tinha sido postado aqui no blog e pode ser encontrado aqui (http://alilima.blogspot.com/2011/03/e-eu-vou-lembrar.html ).
Gostei muito desse projeto e espero que a gente consiga fazer coisas bem legais!


Texto: Aline Lima

Ilustração: Rafael Nagai. www.nihonjin.com.br/blog