terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cérebro derretendo

Sim, sou do tipo que reclama quando está calor (:

A culpa não é minha se o mundo está pegando fogo (é?).

Com o calor eu viro outra pessoa: não aguento de sono em todos os momentos do dia, fico inchada e mole.

Sem contar a sensação de que meu cérebro está derretendo.

Ó céus... Queremos sorvete :)


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Não nascemos sabendo

Acredite: Não nascemos sabendo.

Por uma questão de falta de paciência e saco cheio, muitas pessoas acham que devemos nascer sabendo.
Mas não. Não temos esse dom.
Infelizmente o conhecimento ainda terá que ser passado de um para outro, ainda não é possível nascer com tudo isso acoplado.
Digo isso porque, no dia a dia, poucas pessoas gostam de ensinar.
Quando você está aprendendo uma nova profissão tem dificuldade de entender algumas ideias, mas quem já está nisso há um tempão nem sempre tem o cuidado de ser generoso e transmitir o que sabe.
Realmente acho isso um problema. Pois quem não sabe continua não sabendo e quem sabe se estressa por não ter paciência pra ensinar o novato.


Quem está aprendendo tem que engolir milhões de sapos e grosserias... Afinal, quem pode explicar não gosta e diz as coisas de qualquer jeito. A questão é que, dizendo as coisas de qualquer jeito, você não estará ensinando e o novato não vai entender, ou seja, vai ter que perguntar de novo.
E pra quem já não gosta de ensinar de primeira, a segunda pergunta parece faísca em tanque de gasolina.
Eu, que no momento ocupo a condição de aprendiz, tenho que ralar pra entender coisas que, pra um profissional experiente, parece óbvio demais pra explicar.
Acho que falta a cultura do “senta aqui que eu te ensino”.
Ou, falta tempo.
Na correria rotineira dedicar um tempo para ensinar quem não sabe parece luxo. “Mal tenho tempo para fazer o meu trabalho e anda tenho que ficar ensinando isso tudo para outra pessoa?” talvez seja esse o pensamento.
Mas, continuo repetindo que não nascemos sabendo. Ou as pessoas respiram, sentam e ensinam, ou todo mundo se estressa e o aprendizado vai se tornar uma experiência ruim.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Nos deram espelhos e vimos um mundo doente..."


"Perdi 5 quilos, estou tão feliz."

Essa frase eu ouvi da boca de uma menina de uns 15 anos, super magra, falando alegremente para suas amigas (provavelmente da mesma idade).

Sei que 9 em 10 mulheres sonham em perder peso. Sei que as capas de revistas estampam mulheres-lindas-magras que indicam como perder 12kg em 20 dias.
Sei que as vitrines das lojas mostram roupas descoladas que só cabem em gente de pouca bunda e muito osso.

É uma realidade, não tem como negar. As pessoas querem ser magras e fazem loucuras para perder peso.
Mas me pergunto onde isso vai parar.
Sinceramente eu me assustei ouvindo a menina dizer que estava feliz por esse motivo e olhei para trás para ver quem era a pessoa. Quando eu vi o físico da menina, me assustei ainda mais.

Até quando isso vai ser a nossa realidade?
É ruim saber que muitos jovens são doentes para atingir uma beleza inexistente.
Sinto muito ao saber que meninas são capazes de ficar o dia inteiro com fome, pelo fato de quererem ser tão magras quanto as modelos esqueléticas da televisão.

Existe a busca incessante por uma beleza que não é real, não é natural e jamais será saudável.

Não seremos hipócritas ao dizer que não queremos ser magras. Todas as mulheres querem ter um corpo bem modelado e uma cintura fina. Eu não sou hipócrita e afirmo sim que eu gosto de ser magra. Sempre fui pequena (em todos os sentidos) e sou feliz assim.

Mas é doentio viver para isso. É doentio deixar de viver por isso.

Eu não tenho palavras para expressar o quanto isso me soa assustador. Como é horrível ver que meninas de 15 anos têm como referência esse tipo de atitude que, certamente, viram na televisão ou ouviram as conversas da mãe com as amigas.

Me pergunto onde isso vai parar. Até quando vamos exigir de nós coisas que nosso corpo não pode oferecer?

Um dia eu estava esperando um ônibus e vi dois cachorros dentro de um quintal. Um era pincher e outro pastor alemão. Os dois estavam brincando e comecei a analisar a cena.

O que seria do pastor alemão se um dia esse sonhasse em ser um pincher?
Ele jamais será um pincher. O pastor tem uma estrutura óssea diferente, pelos diferentes, dentes, olhos e temperamento diferente do pincher.
Ele jamais será magro e pequeno como o pincher e nunca terá o mesmo latido.

Peguei esse exemplo ridículo para nos comparar: quando vamos entender que somos diferentes? Quando vamos entender que a menina da novela tem 50 quilos porque ela é pequena, tem um estilo de vida diferente e que não precisamos ser iguais a ela? Quando vamos perceber que quem nasceu para ser pincher nunca será um pastor alemão?

Sinceramente acho que é tempo de refletir, corrigir e buscar a felicidade. É tempo de rejeitar padrões estúpidos de uma beleza doentia.
Se você quer emagrecer e acha que isso vai te fazer sentir melhor, então busque isso. Mas tenha em mente que nossa vida é pequena demais para perder tanto tempo lutando com isso. Tenha em mente que a felicidade é mais importante que uma balança e que ter saúde (principalmente mental) é muito, muito, muito mais essencial.

"Nos deram espelhos e vimos um mundo doente..."

(Incrível como essa música do Legião me parece tão atual. Triste.)




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Um livro para chamar de meu

Como sabem, gosto muito de ler.
Infelizmente nos últimos meses eu não conseguia ler nada, senão os livros obrigatórios da faculdade.
Me frustra muito não poder viver as histórias dos livros que tenho interesse. Minha falta de tempo (ou de organização, não sei) sempre me deixam longe dos universos paralelos que eu tanto gosto.
Mas nesse semestre eu resolvi ler alguns livros e deixar o resto pra lá. Foi ótimo, há tempos não me sentia tão bem.
Me envolvi tanto com as palavras e com as histórias em si que resolvi dar continuidade a um projeto que tenho há um tempo.



Comecei a escrever um livro em 2009. Escrevi bastante coisa, mas acabei perdendo meus manuscritos e a vontade de prosseguir com a ideia.
Dessa vez comecei novamente, com personagens e contexto totalmente diferentes. Estou adorando a experiência.
Confesso que achei que seria mais simples, mas escrever um livro não é como escrever 3, 4 páginas de uma história. A gente precisa pensar em amarrar bem os fatos, deixá-los interessantes e com chances de completar outras partes da história com o desenrolar dos acontecimentos.

Confesso que estou me batendo e me divertindo bastante.

Entro em conflito junto com meus personagens, que parecem ter virado parte de mim.

Bem, agora é botar a cabeça para funcionar, as mãos para trabalhar e a mente para viajar :D

Não tenho previsão de quando estará pronto e gosto da ideia de trabalhar sem prazo (pelo menos nisso). Aos poucos vou postando algumas coisas por aqui!

*-*