quinta-feira, 4 de abril de 2013

Durante minhas pesquisas para o TCC estou tendo contato com um mundo incrível. Pude perceber, até agora, a imensa dedicação das pessoas para apresentarem boas pesquisas e trabalhos relevantes para a sociedade.
O tema que eu e minha parceira de TCC estamos pesquisando é o câncer infantil. Confesso que minha paixão pelo assunto deixa tudo mais leve e quanto mais textos encontro, mais aumenta minha vontade de fazer esse trabalho da melhor maneira possível.
Sempre que vou ler um artigo ou livro de alguém, dou uma passadinha pelos agradecimentos e dedicatórias. Confesso que em quase todas me emociono de verdade ao ver o quão importante é o apoio das pessoas que amamos para ir a fundo em pesquisas em que estamos envolvidos.
Esse processo de amadurecimento pelo qual estou passando não é simples. Várias vezes tenho vontade de ir dormir, ao invés de ler e escrever um pouco mais. Tenho vontade de estar com as pessoas que amo, quando na verdade preciso ficar sozinha e me concentrar no que estou fazendo.
Confesso que nem sempre encaro essa fase com um olhar positivo. As vezes dá aquela revolta de ver todo mundo aproveitando a vida e eu aqui entulhada de coisas para revisar.
Mas ao escolher esse tema, eu tive consciência da dificuldade e do amor que eu tenho pelo assunto. Quando conheci um pouquinho do mundo do câncer infantil tive a certeza de que aquilo faria uma grande diferença na minha vida. Ao trabalhar com as crianças, abraçá-las, vê-las sorrindo e sempre cheias de esperança, tive a certeza de que todo meu esforço não será, jamais, em vão. Poder contribuir de alguma maneira para a melhora na qualidade de vida dos meus pequeninos é um grande sonho para mim. Minha vontade é apenas retribuir a grande diferença que elas fizeram em minha vida, afinal nunca mais fui a mesma depois de ter contato com pessoas tão, tão, tão especiais.
Lidar com o fator vida e morte é um grande desafio. Todos os dias desejo que a vida continue, que elas sejam curadas, que possam ter vidas saudáveis e aproveitem ao máximo essa dávida que é viver. Também já chorei a noite inteira ao perder uma criança. Lidar com a possibilidade de perdê-las é doloroso demais, mas não é que dá para fugir. Infelizmente faz parte do processo.
Mas, além de tudo isso, as crianças me ensinaram, mesmo sem saber, como é lidar com o fator 'esperança'. É sorrir mesmo quando você está com dor, é brincar mesmo quando suas pernas não respondem... É fazer bico diante das dificuldades e abraçar o mais forte possível quando estamos ao lado de alguém que nos faz feliz.
Esperança é esperar. É esperar por dias melhores, por noites mais calmas e por boas notícias. E tudo isso eu só aprendi graças a elas, graças à ternura de seus olhares e a alegria em cada reencontro.
Quando paro para pensar em tudo isso sinto uma imensa vontade de chorar, confesso. Me emociono com a ideia de tê-las ao meu lado e dedicar uma fase importante da minha vida para tentar ajudar a melhorar a vida dos pequenininhos.
Sofro por vê-los em situações difíceis, mas eles me surpreendem ao me ensinarem que não estão preocupados com a doença e que não preciso ficar triste com isso.

Estar vivenciando tudo isso de uma forma tão intensa (que além da importância do tema inclui o stress do dia a dia, a pressão por bons resultados, as várias horas de trabalho por dia e outras coisas que envolvem o tcc) é realmente uma experiência incrível. E tudo isso só é possível graças ao significado que vocês, pequeninos mais lindos do meu coração, têm em minha vida.

Amo vocês ♥


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