sexta-feira, 25 de julho de 2014

Respirando bons ares de novo

Oi, gente!

Desde o primeiro dia de 2014 eu soube que esse seria um ano marcante. Comecei disposta a levar a minha vida de forma tranquila. Era o ano em que eu precisava voltar a ter tempo livre, fazer coisas que me dão prazer e ter leveza no meu dia a dia.
Iniciei o ano planejando mil coisas... Realizei algumas e outras não consegui ainda.
Passei por uma enorme reviravolta no âmbito profissional. Estava feliz por ter me formado e colocada no mercado de trabalho e, de repente, tudo mudou. Foi uma grande decepção. Passei o mês de maio inteiro deprimida (mês do meu aniversário, para ajudar).
É difícil levar a vida com leveza quando você cai. Cair decepciona, machuca, entristece.
Mas de tudo isso o que mais me machucou foi ter duvidado de mim mesma, do meu sonho.

Como o choro é livre, eu chorei. Dias e mais dias.

Cansa né? Cansei.

Acabei tendo que entender, meio que na marra, que estar em pé é ótimo, mas se reerguer é sensacional.
Você fica mais forte, mas maduro, mais maleável e um pouco menos inocente também.
É um alívio parar de sofrer.

Hoje estou respirando bons ares de novo. E eles são especiais, já que significam para mim a capacidade de lavar o rosto, soltar o cabelo e ir ser feliz por quem merece: você.
Sei que isso aqui parece um texto de motivação, mas é bom falar de tudo isso sem sentir mágoa. E quando eu me sentia para baixo era sempre bom ter uma palavra de bom ânimo para lembrar da felicidade que a gente merece.

Fiquei de férias por um tempo, férias forçadas, mas que me fizeram exercitar a paciência.

Como disse, estou de novo respirando outros e bons ares. Me sinto renovada. Quis fazer uma reviravolta na minha vida. A vontade (como meu sonho de criança) era fugir com o circo e tentar a vida em outras estradas, mas não foi dessa vez que eu larguei tudo para viver de arte. Um dia...

Vou começar a fazer umas viagens, a trabalho, pelo Paraná. Estou animada com essa novidade e quero postar aqui o registro dos cantinhos por onde eu for passar.
Resolvi mudar outras coisas também... Ruivas se divertem mais.


Eu sei que para muita gente isso não é nada, mas para quem tem um apego enorme às mechas próprias é uma coisa e tanto. A ideia era fazer o teste e ver se eu gostava da cor. Amei. Me sinto ótima. Agora é esperar e ver se desbotado fica decente.

Também voltei a ficar perto de quem sempre esteve ao meu lado, mas um pouquinho longe. Passei muito tempo me importando com pessoas que não me procuram, acho que todo mundo passa por isso, né? Desisti e hoje sou feliz, parei de me iludir.

Foi bom demais tomar essa atitude. Sempre fui uma pessoa que sente saudade de tudo e acabava me prendendo muito ao que passou. Deprimente demais.
Voltei a encontrar com pessoas maravilhosas que me fazem dormir chorando de rir. Pessoas que se importam se eu estou bem e não esquecem o meu número de telefone.



Como a vida se transforma com bons amigos. 

Nesse período também resolvi investir em atividades diárias que me fizessem bem. Parece até óbvio, mas apesar de tudo é comum que a gente esqueça de praticar isso... 
Me dediquei para as aulas de teclado e estou gostando muito de aprender sobre música. É ótimo, te faz embolar todas as ideias e desembolar de uma forma muito mais sensível. 

Comecei a ler mais livros. Eu já lia bastante, mas agora dá ainda mais prazer tirar um tempo só para mim e fazer algo que me faz sentir viva. Livros são caminhos, são janelas, são túneis. Ler é maravilhoso.
Esses dias fiz um post sobre o livro que eu estava lendo: "A mulher do viajante no tempo". Faz um tempinho que terminei de ler. Fiquei muito pra baixo com o final do livro, por isso não vim antes escrever sobre ele. "Ressaca literária", é bom e ruim. 
Esse livro conta a história de um casal que enfrenta o tempo. Te faz pensar sobre as escolhas que toma na vida, sua incapacidade de controlar o tempo, sua maneira de encarar as pessoas como elas são e a forma como isso pode ser marcante. Vale a pena ler. 

Como o post já está grande eu vou terminando por aqui. Logo volto com fotos e outras histórias. Bom mesmo é me sentir assim de novo, bem. Decepções podem ser libertadoras também.

Té mais!

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